O mês de agosto chegou trazendo um alerta importante para a saúde pública no Brasil: o avanço do sarampo. Com o registro de surtos ativos nas Américas, o país confirmou recentemente dezenas de casos da doença, concentrando a grande maioria das infecções no estado de São Paulo.
Para conter o avanço de doenças imunopreveníveis e atualizar a proteção da população, o Ministério da Saúde iniciou a Campanha Nacional de Multivacinação 2026.
A mobilização, que começou no dia 3 de agosto e segue até 1º de setembro, tem como foco principal avaliar a situação vacinal e atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.
O retorno do sarampo e os riscos da baixa cobertura
O sarampo é uma doença infecciosa grave, de altíssima transmissão, e que já esteve controlada no território nacional. No entanto, a queda nos índices de vacinação nos últimos anos abriu portas para novos surtos.
Até o início de agosto, o Brasil já contabilizava 24 casos confirmados da doença, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.
A vacina tríplice viral é segura e representa a única forma eficaz de prevenção.
Muito além do sarampo: proteção ampla
A Campanha de Multivacinação não se restringe apenas ao combate ao sarampo. O objetivo dos postos de saúde é aproveitar o período para aplicar doses de rotina que estejam em atraso, protegendo as novas gerações contra uma série de outras ameaças, como poliomielite, HPV, meningite, hepatites e pneumonias.
O “Dia D” de mobilização nacional
Para ampliar o alcance da campanha e facilitar o acesso das famílias que possuem uma rotina corrida durante a semana, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais definiram o dia 22 de agosto como o “Dia D” de mobilização.
Nessa data, milhares de postos de saúde em todo o país estiveram com operações reforçadas para atender a população e zerar as pendências vacinais.
A importância da imunidade coletiva
Manter a caderneta em dia não protege apenas o indivíduo, mas cria uma barreira epidemiológica. Essa proteção em grupo é fundamental para resguardar bebês muito novos para serem vacinados, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido que não podem receber certas vacinas.
Verifique a caderneta de vacinação dos seus filhos, sobrinhos e netos e procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua casa. A vacinação é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), rigorosamente testada e fundamental para que o Brasil volte a manter doenças evitáveis sob controle.

