Você já viu rótulos com a promessa de “açúcar quase sem calorias” ou “adoçante natural de nova geração”?
A alulose vinha ganhando espaço exatamente por esse discurso. Mas, nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir a comercialização de todos os lotes do produto no Brasil.
A decisão acende um alerta importante sobre segurança alimentar, novos ingredientes e o que realmente chega à mesa do consumidor.
Neste artigo, você vai entender o que é a alulose, por que ela foi proibida, quais os riscos envolvidos e o que muda a partir dessa decisão.
O que é a alulose e por que ela chama tanta atenção
A alulose é um tipo de açúcar produzido a partir da frutose.
Ela ganhou popularidade por ter sabor semelhante ao do açúcar tradicional, mas com baixo valor calórico e menor impacto glicêmico.
Por isso, passou a ser divulgada como alternativa “mais saudável” para pessoas que buscam reduzir açúcar, controlar peso ou glicemia.
O problema é que, apesar da fama recente, a alulose não tem histórico de consumo no Brasil.
Por que a Anvisa proibiu a alulose
Segundo a Anvisa, a alulose não consta na lista de substâncias autorizadas como adoçante ou ingrediente alimentar no país.
De acordo com a legislação brasileira, todo alimento ou ingrediente sem histórico de consumo é classificado como novo alimento e, antes de ser comercializado, precisa passar por avaliação técnica e científica da Anvisa.
No caso da alulose, essa etapa não foi concluída, o que levou à proibição imediata do comércio, distribuição, importação, propaganda e uso do produto.
O que a Anvisa avalia antes de liberar um novo alimento
Quando uma empresa solicita autorização para um novo ingrediente, a Anvisa analisa fatores como:
- Segurança do processo de fabricação;
- Possível concentração de substâncias nocivas;
- Efeitos no organismo a curto e longo prazo;
- Níveis seguros de consumo;
- Impactos para grupos específicos, como crianças, gestantes e idosos.
Somente após essa análise o produto pode ser liberado. Sem isso, o risco à saúde do consumidor não pode ser descartado.
Por que essa decisão é importante para a saúde pública
A proibição não significa que a alulose seja automaticamente perigosa. Significa que não há comprovação suficiente de segurança para o consumo no Brasil.
Esse tipo de controle evita o consumo de substâncias sem estudos adequados, a exposição a possíveis efeitos adversos desconhecidos e o uso indiscriminado de ingredientes “da moda” sem respaldo científico. É uma medida de proteção, não de punição ao consumidor.
O que muda para quem busca reduzir o consumo de açúcar
Com a proibição da alulose, o consumidor deve ficar atento aos rótulos e evitar produtos irregulares.
Alternativas já autorizadas continuam liberadas, como adoçantes regulamentados e alimentos com redução de açúcar validada.
Mais importante do que substituir o açúcar é entender frequência, quantidade e qualidade do consumo.
Conclusão: segurança vem antes da promessa
A decisão da Anvisa reforça um ponto essencial: nem tudo que parece inovador ou “mais saudável” está automaticamente aprovado para consumo.
Antes de chegar ao prato, um alimento precisa passar por critérios rigorosos de segurança. Isso garante proteção à saúde e mais transparência ao consumidor.
Informação de qualidade é o melhor ingrediente para escolhas conscientes.
Fonte: Jornal O Globo

