Anvisa proíbe a alulose no Brasil: entenda o que é, por que foi vetada e os impactos para o consumidor

jan 7, 2026

Você já viu rótulos com a promessa de “açúcar quase sem calorias” ou “adoçante natural de nova geração”?

A alulose vinha ganhando espaço exatamente por esse discurso. Mas, nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir a comercialização de todos os lotes do produto no Brasil.

A decisão acende um alerta importante sobre segurança alimentar, novos ingredientes e o que realmente chega à mesa do consumidor.

Neste artigo, você vai entender o que é a alulose, por que ela foi proibida, quais os riscos envolvidos e o que muda a partir dessa decisão.

O que é a alulose e por que ela chama tanta atenção

A alulose é um tipo de açúcar produzido a partir da frutose.

Ela ganhou popularidade por ter sabor semelhante ao do açúcar tradicional, mas com baixo valor calórico e menor impacto glicêmico.

Por isso, passou a ser divulgada como alternativa “mais saudável” para pessoas que buscam reduzir açúcar, controlar peso ou glicemia.

O problema é que, apesar da fama recente, a alulose não tem histórico de consumo no Brasil.

Por que a Anvisa proibiu a alulose

Segundo a Anvisa, a alulose não consta na lista de substâncias autorizadas como adoçante ou ingrediente alimentar no país.

De acordo com a legislação brasileira, todo alimento ou ingrediente sem histórico de consumo é classificado como novo alimento e, antes de ser comercializado, precisa passar por avaliação técnica e científica da Anvisa.

No caso da alulose, essa etapa não foi concluída, o que levou à proibição imediata do comércio, distribuição, importação, propaganda e uso do produto.

O que a Anvisa avalia antes de liberar um novo alimento

Quando uma empresa solicita autorização para um novo ingrediente, a Anvisa analisa fatores como:

  • Segurança do processo de fabricação;
  • Possível concentração de substâncias nocivas;
  • Efeitos no organismo a curto e longo prazo;
  • Níveis seguros de consumo;
  • Impactos para grupos específicos, como crianças, gestantes e idosos.

Somente após essa análise o produto pode ser liberado. Sem isso, o risco à saúde do consumidor não pode ser descartado.

Por que essa decisão é importante para a saúde pública

A proibição não significa que a alulose seja automaticamente perigosa. Significa que não há comprovação suficiente de segurança para o consumo no Brasil.

Esse tipo de controle evita o consumo de substâncias sem estudos adequados, a exposição a possíveis efeitos adversos desconhecidos e o uso indiscriminado de ingredientes “da moda” sem respaldo científico. É uma medida de proteção, não de punição ao consumidor.

O que muda para quem busca reduzir o consumo de açúcar

Com a proibição da alulose, o consumidor deve ficar atento aos rótulos e evitar produtos irregulares.

Alternativas já autorizadas continuam liberadas, como adoçantes regulamentados e alimentos com redução de açúcar validada.

Mais importante do que substituir o açúcar é entender frequência, quantidade e qualidade do consumo.

Conclusão: segurança vem antes da promessa

A decisão da Anvisa reforça um ponto essencial: nem tudo que parece inovador ou “mais saudável” está automaticamente aprovado para consumo.

Antes de chegar ao prato, um alimento precisa passar por critérios rigorosos de segurança. Isso garante proteção à saúde e mais transparência ao consumidor.

Informação de qualidade é o melhor ingrediente para escolhas conscientes.

Fonte: Jornal O Globo

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