Durante muito tempo, a recomendação na nutrição esportiva foi clara: quanto mais carboidrato, melhor o desempenho. A justificativa era simples: manter os estoques de glicogênio elevados ajudaria a evitar a fadiga.
Mas estudos mais recentes vêm trazendo uma visão um pouco mais equilibrada.
Uma revisão científica ampla, com mais de 160 estudos analisados, sugere que o papel do carboidrato durante o exercício pode estar mais relacionado à manutenção da glicose no sangue — fundamental para o funcionamento do cérebro — do que apenas ao “abastecimento muscular”.
O que isso significa na prática?
Tradicionalmente, recomendava-se a ingestão de 60g a 90g de carboidratos por hora em exercícios prolongados.
No entanto, evidências indicam que, em muitos casos, quantidades menores (entre 15g e 30g por hora) já podem contribuir para manter o desempenho, especialmente em treinos moderados ou de menor duração.
Ou seja: mais nem sempre é melhor.
A importância da individualização
A necessidade de carboidratos varia conforme:
- Intensidade e duração do exercício;
- Nível de treinamento;
- Objetivos (performance ou saúde);
- Condições metabólicas individuais.
Além disso, o conceito de flexibilidade metabólica — capacidade do corpo de utilizar tanto gordura quanto carboidrato como fonte de energia — tem ganhado destaque nas estratégias nutricionais mais atuais.
Conclusão
Carboidratos continuam sendo importantes para o desempenho esportivo. O que muda é a compreensão de que seu uso deve ser estratégico e individualizado, e não baseado em protocolos fixos para todos.
Antes de adotar mudanças significativas na alimentação, especialmente em caso de doenças metabólicas, é fundamental buscar orientação profissional.
A nutrição esportiva evolui, e acompanhar as evidências é parte essencial desse processo!
